O mais incrível nessa situação do fim da distribuição de sacolas plásticas pelos supermercados é a cara de pau de muitos em relação ao assunto. Primeiro, porque nem Lei é. Há um acordo verbal entre governo e o setor supermercadista para que elas deixassem de ser distribuídas gratuitamente a partir de 25 de janeiro. Portanto, se não é Lei, adere quem quer.
As grandes redes, obviamente, aderiram. Até porque foram as que orquestraram tal manobra. Se viram em condições de cortar um custo altíssimo da parte deles - embora fosse repassado no valor final da compra a todos os consumidores, indistintamente - em nome do "meio ambiente". Porque, então, não se propuseram a distribuir sacos de papel ou o tal fabricado com menos petróleo, o de amido de milho? Simples, porque a intenção era mesmo cortar gastos.
No primeiro final de semana da famigerada medida o que se viu foi que as caixas de papelão sumiram e os consumidores que se virassem para levar embora as compras feitas nos supermercados.
O pior disso é que os pequenos também são pressionados pelo setor que "defende" a categoria. Na verdade, o setor tem mostrado-se nivelado por cima, defendendo os interesses das grandes redes. Essa situação tem que mudar. A proposta é anunciar aqui ou via e-mail para nossos amigos eletrônicos, os locais que ainda distribuem gratuitamente as sacolas plásticas. Temos que pressionar.
Porque, se isso fosse pelo meio ambiente, não teríamos que usar sacos de lixo com um teor ainda maior de petróleo e que são vendidos há anos nos supermercados. Se a sacola plástica é de demorada absorção em sua deterioração, os sacos de lixo convencionais demoram muito mais. Mas pouco se falou a respeito. O que vale é posar de ecologicamente correto e economizar uma grana para as empresas ávidas por lucro fácil. Também não falaram em deduzir dos preços dos produtos o que eles economizam com sacolas plásticas.
Deve-se, sim, sugerir o uso consciente das sacolas plásticas, não jogando-as na rua como é feito atualmente. Mas para medidas mais eficientes, deve-se também pregar o fim das garrafas pet de refrigerantes. Um verdadeiro problema ecológico que enfrentamos. Nesta semana pretendo ir a um supermercado, encher o carrinho de produtos, passar no caixa e, na hora que pedir sacola e me for negado, deixar tudo lá, alegando que não vou pagar por não poder levar. Se não protestarmos, eles vão continuar com as "pesquisas" de satisfação da opinião pública, igualmente manipulável à mídia que não questiona essa situação. E segue o barco.
Lembrei de mais um absurdo, os mercados colocam a venda sacolas retornáveis com o logotipo deles e a gente tem que pagar para fazer propaganda.E olha que a qualidade e tamanho das sacolas é lastimável,imagine só quantas sacolas uma familia de 5 pessoas tem que comprar para carregar as compras do mês.Tem gente que já disse que vai mais vezes ao supermercado, e se a moda pegar, o trânsito vai aumentar.
ResponderExcluirÉ, ontem fui ao mercado e tinha gente com sacola "ecológica" de outro mercado. Pior era a placa: "o supermercado xxx e a natureza agradecem ao consumidor pelo fim das sacolas plásticas"... Piada
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