Recentemente, lendo o blog de Vitor Birner, deparei com um texto onde ele falava sobre a estupenda campanha via Twitter contra o mandatário da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Ricardo Teixeira, perpetuado no poder do órgão, com plenos poderes. Ele dizia que, para que tivesse algum efeito prático, a campanha deveria sair do virtual para o mundo real, pois todos são valentes no anonimato, por trás de um monitor. Mas é somente com o povo nas ruas que será possível destituir o tal cartola, com inúmeras acusações a seu respeito, mas que dá de ombros por acreditar que, do jeito que está, não haverá punibilidade, caso seja provada alguma coisa contra ele.
Pois bem. Vivemos o mundo dos direitos do consumidor. Principalmente por parte do Procon, órgão de Proteção ao Consumidor. Que maravilha ver que temos nossos direitos garantidos, preservados. No papel. Na realidade, a coisa é bem diferente. Tenho visto o meu sócio, diariamente, brigando com companhias telefônicas. Ora com a Nextel, ora com a Claro (principalmente a segunda opção). Ele grita, esbraveja, soca a mesa, ameaça aos atendentes, que impassíveis, limitam-se a dizer o óbvio. Isso, após nos deixarem esperando muito tempo, inquirirem a conformação de todos os dados possíveis e imaginários (se bobear, vão lhe perguntar até mesmo o que você jantou domingo à noite, o telefone da sua diarista e por aí vai).
Nada resolve. Eu próprio, tive problemas com a empresa que instalou armários em meu apartamento. Gastei muito pelos armários e o pessoal atrasou, instalou mal instalado e postergava solucionar o caso. Ir ao Procon? Eles orientam-nos a tentar resolver. Assim foi quando meu cartão de crédito foi usurpado com a anuência do Santander, por um hotel em que não estive, na Polinésia. Em suma, nada resolvem.
Criaram o tal do teleatendimento, onde teríamos garantido o atendimento telefônico em call centers em até um minuto. Que piada. Veja o tempo em que a Net, operadora de TV a cabo, te deixa na linha de espera. A coisa só é diferente se o prestador de serviço resolver, ele próprio, lhe surpreender. Foi o que me ocorreu com a Telefônica, após meu cancelamento de linha telefônica e speedy após portabilidade. Eles haviam cobrado a mais e, antes mesmo que eu percebesse, mandaram uma correspondência com um ofício para que eu comparecesse a qualquer agência do BB para receber a diferença paga a mais. Quase infartei, diante de tão grata surpresa.
A realidade é que temos de deixar os teclados, o monitor e nos organizar, para fazer valer nossos direitos. Não só em Procons da vida, em Anatéis da vida. Mas em toda e qualquer situação. Vamos nos unir, protestar, de verdade. Como fazíamos (alguns nem tem idade para isso) nas décadas de 70 e 80. Caso contrário, continuaremos valentões de internet. E só.
Nenhum comentário:
Postar um comentário