quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Bancos, sempre eles...

De acordo com a Constituição Federal, todos são inocentes até que se prove o contrário. Com base no artigo 5º, inciso LVII, da Constituição da República, “ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória”. Para o consumidor, todavia, a situação não é bem essa, principalmente quando o "prestador de serviços" é um banco.
Ávidos por grandes lucros, as instituições bancárias estão se notabilizando em não só causar transtornos aos correntistas, como também em dificultar o justo direito de não ter suas economias usurpadas. Os bancos, a bem da verdade, tornaram-se grandes shoppings. É possível tudo, menos operar sua conta corrente. Desde o momento em que o cliente entra na agência, até a sua saída, ele é abordado ostensivamente por atendentes e caixas oferecendo produtos "sensacionais", como títulos de capitalização, seguros e outros produtos.
O bancário passou a ser vendedor e ganha por produtividade. E o cliente acaba sendo atacado por todos os lados. Pedir um empréstimo, solicitar um financiamento de imóvel ou automóvel, só complica ainda mais. Tem que aderir a conta corrente com cheque especial, seguro, cartão de crédito e outros produtos mais.
A contrapartida, todavia, não existe. Não raramente, as empresas de cartão de crédito fazem lançamentos irregulares. No meu caso, por exemplo, tive cobranças irregulares de uma empresa de locação de vídeos, Blockbuster on line, de um hotel na Polinésia (e pensar que nunca estive lá) e da Americanasviagens.com, apenas nestes últimos meses. Nos três casos, eu tive que me estressar para tentar reverter a situação. Consegui em dois, aguardo apenas o desfecho da Americanasviagens. Mas foram problemas arrastados por meses e tive que pagar antes, para não ter crédito interrompido - se bem que seria uma espécie de poupança, pois poderia render indenização.
Em casos de débito em conta, a situação não é diferente. Fui debitado - sem ser sequer cliente - pelo Sem Parar (pedágios), pela CPFL por contas de energia elétrica que não eram de minha responsabilidade, pela assinatura já vencida e encerrada de um jornal em minha cidade. E em todos os casos, cabe à empresa que faz o débito cancelá-lo. Quer dizer, se eles quiserem continuar detonando minha conta corrente, tudo bem, eles têm esse direito facultado pelos bancos. A mim, cabe o direito de ter um bom plano de saúde para me consultar com um ótimo cardiologista, por conta do estresse gerado nessa situação.
Até quando? Vale um alô: teremos eleições municipais neste ano. Que tal começarmos a mudar alguma coisa?

Em tempo: 

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5 comentários:

  1. Pois é caro amigo... Não é a toa que as instituições financeiras são as maiores patrocinadoras de campanhas políticas. Eles tem esse belo aval dos nossos governantes, afinal, é com o $ deles que as campanhas mais fortes são sustentadas.
    Assim, a gente vai sendo ludibriado...
    Abç

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  2. Grande Edu! Apenas pagando pelo "pacote de serviços".

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  3. Agora tenta usar o banco para pagar uma simples conta de consumo não sendo correntista.I-m-p-o-s-s-í-v-e-l!!!!
    Vc tem que ir em uma lotérica, uma loja ou supermercado.E eu me pergunto:Eu posso fazer uma fézinha no banco?Dá para comprar detergente no banco

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  4. É, e eu aqui, também estou às voltas com as trapalhadas de um banco - fiz um leasing do meu carro, paguei tudo absolutamente em dia, encerrei minhas prestações no ano de 2011 e estou até agora esperando que eles me enviem documentação comprobatória de encerramento de leasing para que eu possa, enfim, circular com meu carro sem problemas com documentação. Já liguei, já briguei,falei na ouvidoria do banco, já fiz reclamação no Reclame Aqui, e nada... Aguardar é a ordem da empresa - até eles descobrirem que estão com uma documentação que não lhes pertence e enviá-la a quem faz jus a ela por direito. Nesse país, até prova em contrário, pagamos muito caro pela omissão de um bando de incompetentes. Infelizmente.

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  5. Angelica: eles continuam reduzindo o número de empregados e quem quiser que se vire com terminais constantemente "fora do ar"...
    Ivone: coincidentemente hoje, li um texto onde dizia sobre os "investimentos" dos bancos em calotes e erros por eles próprios cometidos. Investem algo em torno de R$ 50 bi (só os três maiores privados: Bradesco, Itaú e Santander). Quer dizer, no seu caso, eles têm advogados pra rolar a coisa como der e você, cliente, que se lixe. Que grande a filosofia dos banqueiros...

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