O tema da Campanha da Fraternidade da Igreja Católica para este ano é bastante interessante. Lançada pela CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil), a campanha tem como lema "Fraternidade e a Saúde Pública" e nos leva a uma reflexão bem maior do que a vivenciada em nosso cotidiano.
A Campanha da Fraternidade 2012 abrange, logicamente, os questionamentos feitos com relação à saúde pública no Brasil. A falta de médicos, os desvios de medicamentos, o péssimo atendimento prestado à população que não têm acesso a planos de saúde privados, o mal uso de ambulâncias, o desvio de verbas destinadas à saúde pública, entre tantas outras questões.
Também retrata a ganância dos planos de saúde privada que se preocupam única e exclusivamente com a arrecadação. Não há contrapartida. No Brasil dos tempos atuais, em muitos casos, tanto faz para o doente ter plano de saúde privado ou depender da saúde pública, o SUS (Sistema Único de Saúde). A espera é a mesma, a consulta rápida e despretensiosa que muitas vezes não detecta o problema do paciente.
Mas a Campanha da Fraternidade vai muito mais além. Traz à baila a necessidade que nós próprios devemos ter em relação à nossa saúde. Sim, pois nós mesmos somos os responsáveis, em grande parte das vezes à qual recorremos a um atendimento médico, pelas enfermidades apresentadas.
O homem tem, cada vez mais, levado uma vida sedentária e estressante. Fatores que, isoladamente ou combinados, podem levar a doenças como hipertensão, diabetes e outras mais, causando danos muitas vezes irreparáveis ao nosso organismo. Causando sérios problemas cardiovasculares, que podem levar à morte.
Associando isso ao consumo de bebidas alcoólicas, consumo de tabaco e até mesmo de drogas ilícitas, a situação fica ainda mais preocupante.
Alimentação inadequada também ajuda a causar problemas com nossa saúde. E mesmo para aqueles da chamada "geração saúde", os que frequentam as academias, a negligência com o próprio corpo é gritante. Muitos dos praticantes de exercícios diários acabam recorrendo a substâncias para "incrementar" a forma física, praticamente esculpindo o próprio corpo com anabolizantes e coisas do gênero.
Diante disso, é inevitável que teremos nossa saúde afetada, em alguma fase de nossas vidas. Cabe, portanto, a cada um de nós, resistir às tentações, ao vício, ao ócio, ao que parece fácil, para cuidar de nossa própria saúde. Meu avô, já falecido, sempre dizia que o que somos hoje é fruto do que fomos ontem. Quanto mais velhos ficamos, mais problemas aparecem por conta de uma vida desregrada. Sei que é difícil e quem me conhece sabe muito bem quanto sou suscetível a algumas das coisas que aqui mencionei. Mas nunca é tarde para tentar recomeçar, tentar reeducar hábitos com o objetivo de melhorar nossa qualidade de vida. A Igreja já deu um passo. Cabe a cada um seguir ou não esse caminho.
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