sexta-feira, 2 de março de 2012

Pinceladas

Educação
O trânsito nas principais cidades do Brasil continua sendo motivo de muita atenção. Cada vez mais os motoristas estão ignorando os preceitos básicos para uma condução segura. Dar seta é artigo de luxo nas ruas. Os motoristas devem acreditar que não precisam dar satisfações a quem vem atrás e fazem conversões sem o menor problema. Outro dia não me contive e falei com um cidadão abusado, que disparou: "problema seu, bateu atrás é culpado". E foi embora com a maior cara de pau.
Preferenciais também não servem para nada em ruas secundárias. O povo passa mesmo. E conversão em lugar proibido? Nem se fale. É a desculpa do estou com pressa e pronto. Isso sem falar nos semáforos desrespeitados, no limite excessivo em locais não compatíveis. Ou quando o cidadão trafega pela esquerda esquecendo-se da vida ou falando ao celular. Pior ainda quando estacionam diante de uma garagem ou em fila dupla e você que espere. Já foi o tempo em que as autoescolas formavam motoristas.

Nosso Paul McCartney ou Mel Gibson...
Nomes de peso na música e no cinema, Paul McCartney e Mel Gibson, respectivamente, foram protagonistas de verdadeiras batalhas judiciais com suas ex-companheiras na partilha de milhões de dólares amealhados durante anos, em discussão após a separação dos casais. No Brasil, o tempo promete fechar para o pseudosertanejo Michel Teló, aquele do sucesso único "Ai se eu te pego", que é divulgado por nomes como Neymar, Tiago Leifert, entre outros. Teló separou-se de sua esposa, uma dentista. Ela pediu que se faça uma análise da movimentação bancária do cantor no ano passado. Sucesso rápido também vai rápido...

Etiquetas nos produtos
Tudo bem, o governo Lula atenuou os supermercados e outros estabelecimentos na questão das etiquetas com preços diretamente nos produtos. A Lei de Precificação, ou simplesmente Lei Federal nº 10.962/04, em seu artigo segundo, determina o seguinte:

“I – no comércio em geral, por meio de etiquetas ou similares afixados diretamente nos bens expostos à venda, e em vitrines, mediante divulgação do preço à vista em caracteres legíveis;
II – em auto-serviços, supermercados, hipermercados, mercearias ou estabelecimentos comerciais onde o consumidor tenha acesso direto ao produto, sem intervenção do comerciante, mediante a impressão ou afixação do preço do produto na embalagem, ou a afixação de código referencial, ou ainda, com a afixação de código de barras.
Parágrafo único. Nos casos de utilização de código referencial ou de barras, o comerciante deverá expor, de forma clara e legível, junto aos itens expostos, informação relativa ao preço à vista do produto, suas características e código.”
Ontem debatendo a questão neste blog com o amigo Eduardo Pincerno, ele levantou este problema. A questão, de fato, merece atenção. Nos supermercados, adivinhar os preços dos produtos expostos nas gôndolas é algo quase impossível. Se os supermercados tivessem, de fato, boa intenção, eles facilitariam com os preços nas gôndolas. Não simplesmente colocando códigos ininteligíveis para o consumidor. Iria direto ao assunto: produto tal, marca tal, peso tal, dimensão tal, por tantos reais. 
Já nas lojas, a velha prática de atrair o consumidor não funciona mais. Não há quem não se irrite ao ver um produto que interessa, sem preço. Isso é um desrespeito, pois não se tem ideia do valor real do produto em questão e, muitas vezes, ao entrar, perde-se tempo à toa. O tempo é cada vez mais escasso para as pessoas. As empresas que se dão conta disso são as que estão em crescimento no mercado de consumo. 

Cartolagem
Antes de me mudar para Ribeirão Preto, Botafogo e Comercial eram dois dos grandes times do interior, temidos pelos times de maior torcida e estrutura do Estado. No final de 2011, Ribeirão Preto festejou o fato de rever, na elite do futebol paulista, seus dois grandes expoentes, após um jejum iniciado em 1986, com a queda do Comercial. Botafogo caiu e subiu, alternando-se ao longo deste período entre as três divisões do futebol bandeirante. Mas neste ano, a coisa complicou. Os dois, até o momento, são sérios candidatos ao rebaixamento. Lamentável. E isso é resultado da ação predatória dos cartolas. A Federação Paulista de Futebol criou um campeonato com uma fórmula esdrúxula, predatória. Os grandes ganham suas cotas e sobrevivem graças aos contratos, vendas de jogadores e receitas extra-campo, como produtos licenciados. Os clubes do interior, salvo raras exceções, sobrevivem de quirelas das cotas de televisão. Jornalistas como Márcio Bernardes e Juca Kfouri alertam sobre essa questão. Um risco para clubes tradicionais, que escreveram uma bela história em nosso futebol. Hoje, cidades como Limeira (Inter de Limeira, campeã paulista em 1986), Novo Horizonte (com o Novorizontino, vice-paulista de 1990 e que cedeu dois jogadores para a Seleção Brasileira campeã em 1994), Sorocaba (com o temível São Bento), entre outras, estão fora da elite do futebol paulista. Até o adorado Juventus, na Capital, amarga uma terceira divisão. Isso por conta da cartolagem, que não se renova e perpetua no poder. 

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