sexta-feira, 20 de abril de 2012

Continua lindo

Por mais caótico que seja, na minha opinião a Cidade Maravilhosa vai ser sempre a cidade Maravilhosa. Dia desses, ao ler um artigo de Marcelo Canellas, vi que ele associa algumas cidades a cheiros típicos. Não importa a época mas, sempre que chego ao Rio de Janeiro, o cheiro é sempre o mesmo: da deliciosa brisa marinha, com odores característicos da cidade mais estrategicamente construída em meio à exuberante natureza.
Para muitos paulistas o Rio de Janeiro é visto como um território de desocupados, que vivem tomando sol nas belíssimas - e poluídas - praias. Muita gente até pode viver assim, mas carioca também trabalha e muito. Inclusive no setor de turismo, para bem receber os exigentes críticos paulistas em suas estadas.
Mas é evidente que, com tanta natureza à disposição, o carioca usufrua em suas horas de folga de tudo o que o Rio oferece. Como turista, tenho duas formas de aproveitar meus passeios ao Rio de Janeiro. O tradicional e o alternativo.
O tradicional, mesmo que já tenha repetido muitas vezes o roteiro, faço questão de ir novamente. Não dispenso a visita ao Cristo Redentor e ao Pão de Açúcar, por exemplo. É claro que não têm o mesmo charme de antes. No Cristo Redentor, diante do volume cada vez mais crescente, criou-se um "esquema" para levar os turistas a um dos mais belos mirantes do planeta. De carro, já cheguei a estacionar na vaga mais próxima ao Cristo. Hoje não se chega lá a não ser em vans - que parece um grande negócio explorado como monopólio - ou no trem turístico.
Em feriados prolongados, trem turístico é sinônimo de aborrecimento. Já houve caso de comprarem passagens além da capacidade de transporte no trecho que sobe os belos morros de Cosme Velho. De van, filas enormes. Mas nada que não se releve ao avistar, do alto, as praias da zona sul e a baia de Guanabara.
Da última vez que fui ao Pão de Açúcar, confesso, não aproveitei tanto o percurso. Fiquei em filas durante as cinco horas em que lá estive. Fila para entrar no "bondinho" que faz o primeiro trajeto. Sai no primeiro morro e entrei na fila para o segundo. Saí e já fui na fila para descer de volta para o primeiro e depois na fila para descer até o bairro da Urca.
Mas ainda assim, são passeios belíssimos. Como é o bonde de Santa Tereza. Hoje desativado após um trágico acidente ano passado, o passeio tem muito charme e passa por locais de boêmia, como os Arcos da Lapa e Santa Tereza. É uma boa opção para almoço. Quando o bonde voltar a funcionar, siga de bonde, mas enquanto isso não acontece, dá para chegar de carro, táxi ou ônibus. Almoçar em Santa Tereza é ótima pedida.
Na rota ainda tradicional, mas mais moderada, nada como passear pelo Jardim Botânico. Exuberante por natureza. Mas aproveite também para passear no Parque Lage, que fica ao lado e não é tão conhecido. Agora, se a ideia é fugir do convencional, alugue um automóvel ou contrate um táxi - claro, negociando bastante e tomando cuidados básicos que todo turista toma em qualquer lugar - e saia pelo Rio.
Conheça suas praias. Particularmente, a que mais gosto é de São Conrado. Sim, aquela que fica próximo à favela da Rocinha. Mas percorra todas, do Recreio até o Flamengo. Se tiver vontade, vá até a Ilha do Governador. Um bom "churrasquinho de gato" pode ser opção.
Vá à feirinha de São Cristóvão, o reduto nordestino no Rio de Janeiro. Ou passe pelas obras do Maracanã. Outra opção é conhecer os bares da Lapa e do centro do Rio, com o Amarelinho. Ou a famosa Confeitaria Colombo. Hoje, ficando na zona sul, tudo é mais simples com o metrô. É possível até ir aos subúrbios, combinando metrô e ônibus, com rapidez e agilidade.
Informações para passeios no Rio não faltam. O importante é planejar tudo antes. Até para passear na Floresta da Tijuca ou para saltar de asa delta. No Rio de Janeiro, o que importa é aproveitar. Aquele abraço!

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