O que os supermercados querem mesmo é economizar, sem repassar a economia ao consumidor. É uma forma velada de aumentar os lucros. A situação suscitou muito debate, muitos protestos. Não porque a maioria da população seja contrária à preservação da natureza. Longe disso. Mas porque existem alternativas para transportar produtos comprados nos supermercados que são mais facilmente decompostos pela natureza, mas jamais cogitaram assumir esse custo para beneficiar o consumidor.
Acho que a questão deveria ter sido mais amplamente discutida, principalmente no sentido de educar à população para que o uso de sacolas plásticas fosse consciente. Que nada. O Procon conseguiu uma medida judicial que obrigava os supermercados a estender por mais um tempo a distribuição de sacolas plásticas.
O prazo termina amanhã, dia 3 de abril. E, nesse período em que tornou-se novamente obrigatória a distribuição das sacolinhas, nada de concreto foi feito em termos de conscientizar a população. Nem quanto aos supermercados, que se mantém firmes no propósito de acabar com as sacolinhas gratuitas. Uma pena. Chegamos ao fim e, a menos que alguém de bom senso tome providências para que possamos mudar a forma de utilização das sacolas plásticas, teremos que nos acostumar a pagar por sacolas retornáveis ou carregar nos braços.
Sim, pois se ilude quem acha que as tais caixas de papelão - consideradas inclusive anti-higiênicas por sanitaristas - ficarão à disposição dos clientes. Quando iniciou o período de proibição das sacolinhas plásticas gratuitas, sumiram as caixas de papelão. Em síntese, voltamos à estaca zero, ao ponto de partida, com a perspectiva de continuarmos andando para trás. Foi bom enquanto durou. Mas sugiro aqui, para conter a ganância do setor supermercadista, que ano após ano cresce vertiginosamente - principalmente agora com o tão propalado crescimento do poder econômico das classes C, D e E -, que nos organizemos e privilegiemos supermercados ou pequenos mercados e mercearias que ainda mantenham a distribuição gratuita das sacolas aos seus clientes, sempre levando em conta a questão da preservação ambiental. Ou que procurem comprar menos, só o necessário. É como diz o ditado popular: "feio é roubar e não conseguir carregar". Pois para os supermercados, o negócio é comprar e se virar para carregar.
Boa semana a todos.
Apenas para acrescentar, texto retirado do http://sacolinhasplasticas.blogspot.com.br/
"Não há lei que proíba a distribuição de sacolas plásticas no Estado de São Paulo. O que está ocorrendo é um acordo voluntário encabeçado pela Associação Paulista dos Supermercados (APAS) e pelo Governo do Estado de São Paulo, a fim de que os supermercados não distribuam mais sacolinhas.
Denominada “Vamos tirar o
planeta do sufoco”, a campanha sofreu forte rejeição da população, que tem
direito garantido no Código de Defesa do Consumidor às embalagens para carregar
compras. Desde o dia 3 de fevereiro está em vigência um Termo de Ajustamento de
Conduta (TAC) assinado pelo Ministério Público, pelo Procon e pela APAS, que
obriga os supermercados a distribuírem gratuitamente embalagens, como as
sacolinhas plásticas, garantindo o direito do consumidor que já paga por elas no
preço dos produtos. O TAC tem vigência por 60 dias. Em 1º de março, o Conselho
Nacional de Autorregulamentação Publicitária (CONAR), entendendo se tratar de
propaganda enganosa, decidiu por unanimidade que a APAS deve suspender sua
campanha publicitária contra as sacolas plásticas."
Pense nisso!
Fico me perguntando o que é uma gota de água nesse oceano? ....e as milhares de embalagens plásticas dos produtos vendidos nestes mesmos supermercados??? As grandes empresas vão embalar seus produtos preocupando-se com a preservação ambiental? Acredito que nós consumidores seríamos muito mais abertos a essa mudança se ela iniciasse por essas grandes empresas! O resto realmente caro Adal, é balela...
ResponderExcluirAna Marques
Mais pura verdade, Ana!!!
ResponderExcluirResumindo, pessoa juridica detona o meio ambiente, e nós, pessoas físicas, pagamos a conta!
ResponderExcluirAbraço do Carecone!
É isso aí, Careca!!!
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